Compilador Harbour – O Clipper do Século XXI

O Compilador Harbour dá a você a possibilidade de voltar a programar em Clipper ou mesmo aprender esta que foi uma das linguagens mais utilizadas na década de 1980.

Falo aqui de um tempo que não se ouvia falar de lógica de programação, as pessoas aprendiam a programar e começavam a criar sistemas.

Só para nos situarmos a Linguagem Clipper chegou no mercado na década de 1980 como uma solução ao dBase, que era uma linguagem interpretada, ou seja tinha a necessidade do interpretador instalado no computador (o dBase).

O problema é que os usuários tinham acesso ao código fonte dos programas e isso não era nada agradável, foi ai que o Clipper chegou como um compilador que já criava o executável para instalação nos clientes.

Com isso o cliente tinha o sistema rodando e sem acesso ao código fonte, o que era mais confortável para os programadores.

Mas um “problema” ainda existia, o Clipper só rodava em DOS, e nas primeiras versões do Windows, até que vieram novas atualizações nos sistemas operacionais e seu uso ficou inviável.

No caso do Compilador Harbour É um software livre e que roda em vários sistemas operacionais como Windows (32 bits e 64 bits), DOS, Linux, Unix, Mac OS, iPhone, Android, entre outros.

O compilador Harbour é compatível com linguagens de programação padrão xBase como, Clipper, Fox Pró, dBase, xBase++, etc.

Feita esta breve apresentação vamos saber um pouco mais sobre o Compilador Harbour.

Compilador Harbour – Qual é o público Alvo ?

Compilador Harbour
Qual é o público alvo ? – Imagem: Image by Prawny from Pixabay

Os principais usuários do Compilador Harbour encontram-se entre os programadores de Clipper que precisam criar novos sistemas e/ou atualizá-los.

É comum encontrar sistemas feitos em Clipper desatualizados e que em muitos casos foram deixados de lado, mas isso não é mais um problema.

Caso não me conheça meu nome é Ricardo Sierban e além de redator trabalho com a criação e conversão de sistemas com Harbour, então garanto à você que é um bom mercado.

Não é incomum encontrar sistemas feitos em Clipper que precisam ser atualizados para Harbour, isso levou-me a conversar com programadores que estavam desanimados pela falta do Clipper.

A minha dica aqui é a importância de estar atualizado com as novas tecnologias/linguagens de programação, porém fique atento a o que realmente vale a pena.

No caso do Harbour, além de possuir uma curva de aprendizado menor do que linguagens como Java, C, PHP, Python, entre outras, a linguagem oferece oportunidades de trabalho.

Veja também = Crie o seu programa Basic no WebMSX

Sistemas para Web, Desktop e celulares

Perceba que com o advento da Web os sistemas para desktop foram deixados de lado, então existem clientes carentes de profissionais nesta área.

Não falo aqui de grandes empresas (mas também podem ser atendidas), falo do mercadinho perto da sua casa, do cabeleireiro, da papelaria, do mecânico, borracharia, da escola de inglês e tantos outros possíveis clientes.

Vejo muitas “soluções” para se vender sistemas que rodam na Web e isso é ótimo, mas em muitos casos o que o cliente deseja é somente um sistema local para controle dos seus negócios.

É isso que os programadores em Clipper faziam, atendiam os clientes e entregavam sistemas que rodavam localmente e de acordo com a necessidade.

Só que agora este mesmo sistema feito com o compilador Harbour pode rodar em um desktop, celular ou na web e em diferentes sistemas operacionais.

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Banco de dados no Compilador Harbour

compilador harbour
Banco de Dados .DBF – Imagem: Imagem de Gino Crescoli por Pixabay

Os novos padrões de bancos de dados que surgiram e o ambiente client server foram o real motivo da linguagem Clipper parar de ser utilizada.

Geralmente existia somente um computador nos departamentos das empresas ou dos comércios e usava-se o banco de dados .DBF.

Com o tempo surgiram as redes e os bancos de dados que usam linguagem SQL, outro ponto era a reclamação de bancos de dados .DBF serem corrompidos.

Aqui eu faço um parênteses, bancos de dados DBF são usados até hoje (2021) e o compilador Harbour já vem com eles por padrão.

Isso não impede que a linguagem de programação Harbour use bancos de dados como MySQL, Firebird, Oracle entre outros.

Alguns programadores oferecem como parte do serviço de conversão ou criação de sistemas, já deixar o sistema com bancos de dados padrão SQL.

Eu mesmo fazia isso pensando em “modernizar” para o cliente, só que me surpreendi em um atendimento, onde o cliente fez questão de manter o seu banco .DBF.

Segundo ele o sistema já tinha quase 30 anos e nunca teve problema, nada havia sido corrompido e caso acontecesse, um Backup diário era feito.

Depois deste atendimento eu sempre comento sobre novas possibilidades, porém explico que o .DBF pode ser utilizado sem problemas.

É claro que se vou utilizar um sistema em uma empresa com um sistema distribuído com acesso de centenas de computadores, o .DBF mão é a melhor opção, mas na maioria das vezes este não é o caso.

Veja Também = TAITO (Uma época que traz muita saudade)

Vantagens e desvantagens de bancos de Dados .DBF

Depois de conversar com este cliente eu nunca mais ofereci outros bancos de dados no lugar do .DBF, a não ser que fosse estritamente necessário.

Demonizou-se os banco de dados .DBF principalmente para fazer com que os outros padrões entrassem no mercado.

Existem vantagens e desvantagens em usar o .DBF, veja a a seguir.

Vantagens:

  • Não precisa de nenhuma instalação adicional
  • Aprende-se a trabalhar com arquivos
  • A estrutura e funcionamento de um banco de dados é melhor compreendida
  • Baixo custo de manutenção

Desvantagens:

  • Não é aconselhável em sistemas com muitos acessos
  • O banco pode ser corrompido (sempre faça backup)
  • Falta de profissionais (pode também ser uma vantagem para os novos programadores)
  • Não é mais ensinado em cursos técnicos e universidades

Conclusão sobre Compilador Harbour

Existe muito mais sobre o Harbour, mas resolvi deixar este artigo voltado aos profissionais que já programavam em Clipper e desejam voltar a usar esta linguagem.

A ideia foi também levantar o interesse de não programadores que desejam entrar nesta área, começando com uma linguagem de fácil aprendizado.

Obs: Caso esteja começando do zero não se assuste com os vários termos existentes.

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Ricardo Sierban

Sou amante de retro computação, retro programação, marketing, ficção científica, literatura e outros assuntos que venham a agregar na minha vida e vida de outras pessoas.

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