Fazer o que gosta ou gostar do que faz – Como resolver este dilema

Fazer o que gosta é fantástico, é o sonho de quem deseja ganhar a vida com um trabalho que, além de gerar dinheiro, forneça prazer.

Só que não…

A vida é feita de desafios e o crescimento exige esforço, além do que em muitos casos as pessoas demoram para descobrir o que gostam de fazer.

Basta lembrar que existe uma parcela considerável de alunos que optam por trocar de curso depois de ingressarem na universidade.

Mas como minimizar esta questão ?

Neste editorial/artigo deixarei algumas dicas, baseado em minhas experiências e em livros que estudei.

Então, sente-se confortavelmente e aprenda a fazer o que gosta e/ou a gostar do faz.

Boa leitura !

Fazer o que gosta no início da carreira

Início de carreira - Fonte da imagem: Pixabay

Eu sou de uma época que conseguia-se o primeiro emprego com a indicação de um amigo ou parente, bastava ser apresentado e , voilà, iniciava-se uma carreira.

Era comum ter parentes e amigos que tornaram-se gerentes, diretores ou até presidentes de grandes empresas onde começaram suas carreiras.

Eu mesmo, Ricardo Sierban, comecei a trabalhar, registrado/CLT, através de uma indicação, com 15 anos (na época as empresas já podiam contratar a partir dos 14 anos), o ano era 1988.

No meu caso a empresa usava o nome de mensageiro externo, mas eu era o bom e velho office-boy 🙂 , fui subindo de cargo e fiquei 15 anos na empresa .

Tenho um parente, já aposentado, que trabalhou em um dos maiores grupos do mundo, entrou como office-boy do responsável pela empresa e aposentou-se como diretor.

O seu estudo não era nada além do normal, digamos o que hoje em dia conhecemos como ensino fundamental e mais alguns cursos técnicos.

Mas eu e meu parente gostávamos do que fazíamos ?

Falo por mim.

Como eu poderia gostar de algo que nunca tinha feito na vida ? Eu estava aprendendo o que era trabalhar, no começo apenas indo aos bancos, entregando correspondências internas e coisas do tipo.

Eu trabalhava junto a gerência e depois de mais ou menos 1 ano fui promovido para o departamento de contabilidade e é ai que que a minha carreira começou.

Apesar de trabalhar na contabilidade,  eu não fazia nada além de digitar em um terminal burro (máquinas que recebiam informações de um mainframe), eu era um digitador.

Foi quando chegou no departamento um computador, um PC,  e podem acreditar, aquela máquina com tela verde era fantástica !

Aprendi a trabalhar com Lotus 123, Quatro Pró, Wordstar, Clipper e dBase e comecei a ser requisitado para outros departamentos.

Um amigo fazia o mesmo que eu e juntos fomos aprendendo, sem cursos, como passar o que era feito em planilhas de papel para os computadores.

Mas não para por ai

Eu tive a sorte de, antes da universidade, conhecer a computação na empresa, que acabou sendo o que estudei e a carreira que segui, mas as pedras no caminho existiram.

Lembra quando eu disse que eu e um amigo aprendemos, sem cursos, a trabalhar com planilhas eletrônicas e a criar pequenos programas no Clipper e dBase ?

Então…

Aprender algo quando a micro computação ainda estava no início exigia muita dedicação, além de receber críticas de quem também não sabia usar computadores.

Outra questão eram os outros colegas do departamento que ficavam preocupados em perder o emprego.

Nós tínhamos que aprender, trabalhar, entregar resultados e ainda ter psicologia para lidar com os demais e éramos apenas adolescentes querendo aprender.

Veja também: Jogos para aumentar o QI

Para gostar do que faz você deve ser forte

fazer o que gosta seja forte
Seja forte ! – Fonte da imagem: Pixabay

Comecei falando sobre fazer o que gosta e já deixei uma dica que não é tão simples.

Hoje em dia os profissionais, na maioria dos casos, começam a trabalhar depois que se formam na Universidade ou com sorte entre os 18 e 22 anos.

Começam sem experiência direta sobre o que é trabalhar, não têm contato com outros profissionais e acabam não adquirindo a experiência básica antes de seguir carreira.

Como eu disse eu segui na carreira de informática e depois de formado trabalhei em várias empresas, dei aulas em escolas e cobri algumas aulas em universidades.

Ou seja, dentro da minha área, que neste momento eu já considerava-me um programador e professor, passei por várias momentos e cheguei a ficar desempregado, mas nunca desisti.

Idas e vindas na carreira profissional

A vida não é uma estrada com começo e fim, existem muitas barreiras que você deve superar para atingir seus objetivos.

Pode dizer que isso é um clichê, mas é mesmo e é verdade.

O fato da vida, e a carreira profissional, não ser um caminho reto, faz com que durante a trajetória conheçamos outras profissões e outras pessoas.

Com isso eu acabei conhecendo o marketing digital, carreira que na época acho que ainda nem tinha este nome.

E com 34 anos eu me apaixonei pelo trabalho, comecei a pensar que eu deveria ter feito marketing em vez de informática.

No final das contas aconteceu o seguinte, hoje eu trabalho como redator e como programador e no auge dos meus 47 anos eu aprendi o que é fazer o que gosta e gostar do que faz.

Conclusão sobre Fazer o que gosta e Gostar do que faz

Fazer o que gosta está intimamente ligado a gostar do que faz, basicamente eu aprendi um pouco sobre computadores e sobre marketing digital.

Hoje posso me considerar feliz com meu trabalho porque aprendi a gostar da computação e também faço o que gosto que é escrever.

Espero sinceramente que você também encontre o seu caminho, mas saiba que não é rápido, pelo menos para a maioria.

É raro alguém que já saiba o que deseja fazer quando adolescente e não mude de ideia durante a vida e neste artigo eu mostro um pouco da minha experiência.

Leve em consideração o seu momento.

Obrigado por ler até aqui !

Aproveite e navegue pelo site, tem vários artigos interessantes.

Ricardo Sierban

Sou amante de retro computação, retro programação, marketing, ficção científica, literatura e outros assuntos que venham a agregar na minha vida e vida de outras pessoas.

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