FITIC 2016

Reportagem especial de Divino C. R. Leitão

 

 


PRÓLOGO

Nos anos 80 e 90 eu respirava Feiras de Informática, eram pelo menos uma por mês, as vezes mais e a cada vez era uma verdadeira maratona, entrar em stand por stand, fazer entrevistas, anotações e fotografias. As vezes não dava tempo, mesmo indo todos os dias.

Numa segunda etapa comecei a participar como expositor e ai que era mesmo complicado, uma vez terminei de montar um stand e dormi embaixo de uma das mesas… fui acordado por um segurança do presidente da república, que passaria pelo local… ao confirmar minha identidade o segurança me deixou continuar a dormir e recomendou que não saísse dali… fico imaginando se ronco bem na hora que o presidente estivesse passando, nem lembro quem era.

Era sempre uma aventura, mas já estou há uns 10 (ou mais) anos sem participar de feiras e quando decidi que a Micro Sistemas iria cobrir o evento da FITIC, bateu até aquela insegurança, mas nem precisava… vamos descobrir porquê.


A FITIC

 

A FITIC é uma Feira de Tecnologia e Inovação, portanto era de se esperar novidades do setor e realmente estavam lá algumas novidades e muita informação.

O local foi o galpão esquerdo do Centro de Convenções de São Paulo Expo. na rodovia dos Imigrantes, próximo da estação do metrô Jabaquara, onde uma van levava e trazia gratuitamente os participantes. Preferi ir de ônibus, a partir de Araraquara e não tive qualquer problema para seguir da estação Tietê para a feira, bastou pegar o metrô e encontrar o ponto da Van, que estava meio escondido e a duas quadras da estação, nada que umas perguntas não resolvessem, mas uma sinalização no local também seria muito bem-vinda, nas duas vezes que usei (ida e volta) não houve espera, ponto para esta parte que estava informada no site.

Como fui apenas no terceiro dia da feira e cheguei bem na hora da abertura não tive problemas com a identificação, os guichês estavam todos abertos, recebi o crachá rapidamente e a aventura começou.


CONTRAS

Havia desconto nas passagens de ônibus e avião, com códigos promocionais. Não sei a LATAM Ailines, mas o código da ClickBus me pareceu uma bela embromação, já que prometiam 14% de desconto, porém colocavam uma taxa com o título de imposto (só que não) de exatamente 14%. Comprei a passagem pela ClickBus e paguei menos R$ 2.50 em cada pelo site do que pagaria se comprasse na bilheteria, mas os 14% não rolou… na verdade se usasse o código a passagem ficaria mais cara do que na bilheteria.

Para mim isso tem nome… embromação. A ClickBus tinha stand na FITIC, mas não tive tempo de ir lá contestar esta questão, que acredito que os expositores também não iriam resolver. Só lamento este tipo de mal entendido e recomendo que os organizadores examinem melhor as parcerias, esta era “roubada”.

O site agilizaai™ também oferecia um valor promocional, no entanto o custo a partir da minha cidade não compensava, seria quatro vezes maior do que indo de ônibus.

Faltou também placas de identificação indicando a entrada da feira, no dia em que cheguei havia grande concentração de pessoas a direita da escada de entrada, há pelo menos uns 200 metros de distância, como estava no horário de entrar imaginei que fosse ai a feira… não era, tratava-se de um outro evento. Voltei os 200 metros e andei mais 200 até o local certo e nenhuma placa indicava a direção. Pode parecer pouco, mas para quem vai andar o dia todo faz uma diferença enorme.


OS AUSENTES

Ao entrar, a primeira sensação foi de ver poucas pessoas no lugar e perceber que muitos stands estavam ainda fechados. O stand que demorou mais a abrir foi o da Greenpeace e acabei não vendo o que tinham lá, porque mesmo aberto (depois das 17 horas, com a feira iniciando as 11 horas) e com uma TV mostrando algo dentro de um domo verde não havia ninguém para esclarecer o que faziam ali. Segundo informações no site da FITIC estariam mostrando um passeio virtual pela Amazônia… difícil acreditar que  apenas com uma TV pudessem fazer isso, mas provavelmente esqueceram em casa alguma coisa e foram buscar… que pena, perdi a Amazônia Virtual, fica para a próxima edição.

A pista de drones estava lá, uma linda pista de obstáculos, construída para competição com drones, coisa fina. Estava prevista corrida entre 15 e 16 horas, de acordo com a agenda publicada no site, no entanto saí da feira por volta de 18 horas e nada de corrida de drones… provavelmente deve ter passado no telão do palco principal, cheguei a ver meio de longe, mas tendo a pista ali, não entendo porque não fazer ao vivo ou deixar os expositores usarem a pista… drone é o que não faltava na feira.

Também não tinha uma miserável latinha de cerveja nos locais de venda de alimentos, nenhumazinha… só quando já estava para ir embora e fui visitar o Business Lounge (que deixei para o final) descobrindo que lá vendia chopp e tinha um delicioso café, o chopp era pago (melhor assim) mas o café uma delicia e totalmente grátis, cortesia da Beer or Cofee.

Agua grátis em garrafinhas (infelizmente quentes) também estavam sendo distribuidas em toda a feira, cortesia da Cabify, mais uma empresa alternativa de táxi, que não tive oportunidade de usar. Na garrafinha vinha um código promocional com 20% de desconto na primeira corrida… fica a dica para quem quiser aparecer em uma feira, água todo mundo quer e o único bebedouro da feira estava bem escondido, nos sanitários, igualmente escondidos, atrás do Business Lounge.

Para mim, a maior ausência, por questões profissionais e pessoais, já que também trabalho com imagem 360°, foram justamente as câmaras 360°… não tinha uma empresa sequer do ramo, nem a Samsung, que vende sua Gear 360 no Brasil estava lá, uma pena… acho que o prejuízo com seu Note esquentadinho tirou mesmo a Samsung do sério, pois era justamente a feira onde seus produtos seriam mais notados. Particularmente contava com eles nesta feira.

Já a minha ausência foi para os eventos sequenciais, no Palco Principal, nem a dancinha do robot deu pra ver, ou não teria como passar por todos os stands, mas a turma parecia bem animada e todas as apresentações tinham um público razoável. Também não fui olhar nenhuma das palestras, que rolavam em seus respectivos palcos.

E finalizando este tópico, fica uma dica para os organizadores. Muita gente vai nestes lugares com uma bolsa ou mochila e além dos inevitáveis folhetos e material de publicidade que as vezes começam a cair pelos braços, mesmo com sacolas diversas. Poxa… será que não dá para colocar um lugar para guardados, cobrem por isso, mas não nos obriguem a percorrer todo o local carregando coisas, ou então fica a dica para um expositor mais esperto… ofereça este local. A UOL estava lá com um lugar para carregar celular bem interessante, você colocava o celular carregando numa caixinha, levava a chave e duas simpáticas mocinhas cuidavam do lugar. Coisa simples, útil e eficiente, senti falta de serviços assim, para atender ao visitante. Como já disse mais acima, grande sacada da Cabify em oferecer água e um bônus de desconto na própria garrafinha.


CAÍDOS DE PÁRAQUEDAS

Esperamos encontrar vendedores de assinaturas de revista em todo lugar e não poderiam faltar em uma Feira de Tecnologia, estavam lá todas as maiores editoras, mas a campeã em aborrecer era a revista Época… os caras só faltavam pegar você pelo braço e arrastar para o stand… muito incômodo porque estavam em uma posição que tinha que passar por eles várias vezes. O cara que vende revista precisa entender que quando digo não quero é porque não quero… mas o pessoal da Época não sabe disso, os outros eram menos agressivos. Nota zero para a Época.

Já a empresa ThreeBond, que trabalha bom colas e diversos produtos que nem estão tão afastados da tecnologia, já que usam tecnologia de ponta e material para cuidar de eletrônicos, parecia destacada mas se esmerou em dar um excelente atendimento. Por acaso eu precisava de uma cola especial para vidros que eles não tinham lá, mas produziam e o atendente ficou com meu cartão e garantiu que mandaria uma amostra do produto para meu endereço, senti firmeza na promessa (que não foi cumprida) excelente conhecimento do assunto e ainda sai com uma sacola cheia de produtos, acho que vou dar Threbond supergel™ para todos os cunhados neste Natal 🙂

Num canto da feira, estavam aquelas cadeiras de massagem… muito úteis até, pra quem está caminhando por horas. Mas não consigo imaginar alguém saindo de uma Feira de Tecnologia e Inovação com massageador para costas, na mochila ou na bolsa.


EXPOSITORES QUE SE DESTACARAM

Consegui visitar quase todos os stands num tempo recorde, entre 11 e 18 horas, com uns apenas uns 30 minutos de descanso e entrevistei cada expositor, com raras exceções, seja porque repetiam algo que já tinha visto ou porque não sabiam dar informações sobre o produto, ainda tem disso em feiras… alguém no stand que não sabe sequer o que estão expondo lá e por incrível que pareça, isso aconteceu diversas vezes.

Dos que tinham algo que vale a pena destacar, já que muita coisa era o mesmo do mesmo, como inevitáveis óculos de RV mostrando montanha russa, ou empresas oferecendo serviços com drone (como tinha drone na feira, mas só vi um voando) vou destacar os que realmente me pareceram inovação, porque se for pra ver robozinho dançando na tela ou ao vivo, acho que vale mais ver o simbolo do Android passeando pela feira, com quem tirei uma foto.


PIXEL

A PIXEL, uma empresa especializada soluções audiovisuais montou um domo impressionante na feira. Lá dentro exibiam diversos filmes em 360° com excelente qualidade e meio escondidinho num canto dentro do domo, um belo exemplo de holograma, o melhor que já vi até hoje e embora ainda não seja perfeito, por ficar dentro de um prisma de vidro, a qualidade sem dúvida era muito boa. Com detalhes perfeitamente visíveis a olho nú, de qualquer angulo que se olhasse… embora só permitisse 180 ° de visualização, mas ficou bem na foto.

Realmente a empresa impressionou na apresentação, dispensava alguém explicando o que faziam e o lugar era perfeito para relaxar e a qualidade das imagens surpreendia.

Ainda quero ir num cinema assim.


DRONES A DAR COM PAU

Sem nenhuma dúvida esta foi a Feira do Drone, como tinha drone por ali e embora eu só tenha visto um voando de verdade, tinha uns quase do tamanho de um ponei… com certeza dava pra montar e sair voando em alguns.

Nada muito revolucionário, a maioria voltados para fotografar e embora tivesse no lugar uma maravilhosa pista de competição ou apresentação de drones, ali só voavam as moscas… eu não queria ver drone, queria pilotar um, até tenho um vagabazinho, que comprei pela Internet, mas tenho medo de voar com ele por ai e acertar alguém.

Esta pista devia ser aberta ao público, assim talvez vendessem algum drone.

Mas quem quisesse saber tudo de drone, da teoria a montagem, teve um curso sobre isso, em workshop oferecido pela empresa Futuriste, com duração de 8 horas, a cada dia da feira, com diploma e tudo mais. Assisti um pouquinho da aula, pareceu bem legal, tai um curso que eu gostaria de fazer mas teria que ser mais perto de casa 😉

O custo médio de um drone de primeira linha, com câmera de alta qualidade e controlada por um tablet ou celular chega a 15 mil reais, mas haviam modelos mais simples por metade deste valor ou 10 vezes mais… como o tal que eu sentia que podia montar nele e sair voando, mas hoje não 😉

 

Esperava ver serviços inovadores com os drones, havia empresas especializadas em mapeamento, tinha filme com resgate de drone perdido e certamente em algum momento da feira apareceram os drones de competição, que eu infelizmente não vi nem em ação e nem em vídeo. Já vi drones construindo pontes, levando medicamentos e até fazendo busca de pessoas perdidas, talvez houvesse algo assim nas mangas dos expositores, mas eu perguntava e não me mostravam… fazer o que?

Se for só para brincar com drone eu tenho o meu, custou 250 reais, tira umas fotinhas mixurucas e se subir muito eu perco o controle e ele não volta, mas cai. Creio que não conseguiria voar com ele naquela pista e se voasse, provavelmente ia chegar em último, mas pagar 10 mil reais por um brinquedo ainda está fora de qualquer realidade.


IMPRESSORA 3D

Depois dos drones as impressoras 3D se destacaram, havia muitas na feira, para todos os gostos. A que me chamou mais atenção foi a Stella, uma belezinha bem compacta, fabricada no Brasil pela empresa Boa Impressão 3D e segundo os expositores totalmente desenvolvida por eles.

Um dos maiores atrativos da Stella é o preço. Dois mil reais na versão mais simples e podendo receber alguns assessórios. Um rolo de filamento custa em média 200 reais e são fornecidos pela própria empresa, mas qualquer filamento padrão pode ser usado nela. Quase levei uma… a minha sorte foi não ter como carregar, seria um ótimo presente de Natal para mim mesmo, só que fiz uma promessa de só comprar uma printer 3D quando chegarem na casa dos mil reais… essa estava quase.

As printers 3D chegaram para ficar e em breve certamente farão parte do nosso cotidiano, o que me deixou feliz foi ver que os brasileiros estão desenvolvendo seriamente nesta área.


ÓCULOS RV

Falei que na feira os drones foram destaque né e que tinha drone pra todo lado, mas não eram em maior quantidade que os óculos RV, que eram realmente a figurinha mais carimbada da FITIC, com destaque para o modelo mais sofisticado e com controles que encontrei em dois stands.

O primeiro que vi foi na empresa Kick Ventures e mostrava diversos trabalhos, como estamos perto do Natal um deles era um Papai Noel capaz de interagir com o ambiente virtual, com os controles se podia desenhar em 3D dentro do ambiente, que era mostrado em uma tela.

Tentei copiar um dos itens em tamanho maior, uma bicicleta e se ficasse um pouco mais com os controles ia dar pra pedalar nela.

Em outra experiência eu podia brincar com os objetos dentro da tela, mudá-los de lugar, jogar para o alto, muito bacana para quem gosta de demolir as coisas.

Em outra você carregava uma espécie de arma com chocolate e podia disparar em alvos. Tudo muito divertido, embora não chegassem a causar supresa ou demonstrar a real utilidade deste tipo de periférico.

A aplicação é perfeita para simulação utilizando RV, você entrar num ambiente virtual já é bem interessante, mas ter mãos lá dentro e poder interagir nos leva para um outro nível. Inclusive com aplicações na medicina ou treinamentos que envolvem alto risco ou são difíceis de serem executados no local real, como mergulhar, por exemplo.

O equipamento ainda não é vendido no Brasil e mesmo nos EUA é difícil de encontrar, mas em breve deve se tornar figurinha fácil (e carimbada) pra quem tiver bala na agulha pra essas coisas.

Encontrei outro destes no stand de uma empresa produtora de jogos… que é nosso próximo assunto.


JOGOS! JOGOS! JOGOS!

A FITIC não é uma feira de jogos, mas felizmente tinha muito jogo lá, nada que fosse efetivamente inovação, mas no stand da P8G vi a apresentação de um jogo que ainda está em produção… usando já citado, óculos RV que tem controles para as duas mãos e lhe dá o poder de interagir com o ambiente virtual.

Você inicia o jogo em um quarto escuro (já não viu isso em algum lugar?) e ao acender a lanterna na sua mão direita começa a ver os detalhes do quarto, inclusive um cadáver segurando um revolver sobre o peito. Se tiver coragem você pega o revolver, encontra uma chave e consegue abrir a porta, para um corredor… bom, não vou contar tudo né?

Meninas se assustam… acho que não passei muita vergonha, mas senti um certo calafrio quando um fantasma me atravessou, no melhor estilo de Ghostbuster.

Já sem RV, mas com uma proposta bem interessante, tem o jogo Ressurgidos, que está em pré-lançamento via crowdfunding, mais detalhes em facebook.com/ressurgidos.

Na área de jogos, encontrei meu amigo Malegra, da Industria de Jogos, um incansável ativista dos jogos no Brasil, produtor de grandes sucessos e sempre presente, em praticamente todos os eventos da área. Como sempre, muito bem relacionado, me deu as dicas sobre alguns contatos. Infelizmente o tempo era curto e não deu pra papear muito, mas deu tempo de ir tomar um café no Business Lounge, o ponto de encontro da FITIC.

Tinha muita coisa na área de jogos, especialmente aplicativos desenvolvidas para crianças, nada muito inovador mas percebe-se que o mercado de apps, especialmente para RV e RA estão bombando seriamente.


SCAN 3D

Esta é uma área antiga, mas novidade quando se fala em estar disponível e tinha vários na feira, a maioria para pequenos objetos, mas vi o maior e mais rápido scanner 3D no stand da empresa Print Me. Bastava entrar numa câmara iluminada e com mais de 100 câmeras para ter sua própria miniatura impressa em 3D.

O custo das miniaturas, que podiam ser encomendadas ali, para serem entregues pelos correios variava de R$ 149,00 a R$ 300,00.

Fiquei tentado a ter um “mini me”, mas negociei apenas um busto para apenas receber o arquivo escaneado de minha cara feia, depois coloco num corpo sarado em 3D e imprimo quando comprar a impressora 3D 🙂

Na pior das hipóteses uso  a carantonha 3D para me colocar em jogos de terror. Quem sabe compram meu avatar pra um destes jogos assustadores que estão lançando.


UMAS & OUTRAS

Na área reservada para startups havia muitos expositores, alguns com novos aplicativos, como um para marcar consultas independente do seu médico ou plano, o Hippo Drs, que se apresenta como um assistente médico pessoal e pode ser baixado no Google Play. Testei o app e não gostei de ter que aguardar alguém ligar para mim, sem contar que nem tem minha cidade (Araraquara) na lista. Só que sistemas assim são muito legais, tanto os que estão sendo lançados quanto aplicativos já conhecidos como o www.pedidosja.com.br (que atualmente se integrou ao Ifood) que estava presente com um Quiz bem legal, se você respondesse todas as perguntas ganhava um vale-pizza.

Jogamos a Gi e eu, mas perdemos ambos, alguém ai sabe em que pais se faz uma comida com abóbora e milho? Eu errei, coloquei Argentina, mas era outro.

Finalmente encontrei a revista Mundo 360, que já sabia existir mas ainda não tinha encontrado. Segundo os editores ela só foi distribuída em São Paulo. No número 1 ela vem com um óculos RV para montar e o conteúdo basicamente são dicas de material em 360 com os respectivos QR Code para baixar, a versão virtual da revista pode ser vista em www.revista360.com.

O Business Lounger foi o maior stand dentro da feira, nesta área os expositores e público credenciado, tinham espaços para conversar, com mesas e poltronas, cafezinho e água e num balcão havia chopps e outras bebidas. De forma geral o público foi muito bem atendido, espaços confortáveis e bem projetados.


FINALIZANDO…

Quando saí, a sensação ainda foi de que o público faltou ao evento, um dos expositores me falou que estava melhor neste sábado, que no dia anterior só faltaram aquelas bolas de capim rodando pelo chão da feira e que a maioria dos expositores deixou o local as 19 horas, sendo que o horário de fechamento era as 23 horas.

Não tive tempo de verificar as palestras, pelo menos as palestras no palco central aparentaram um bom público, com a maioria dos lugares ocupados, meio de soslaio pude ouvir algo sobre empreendedorismo, teve a corrida de drones no telão (a tal que eu queria ter visto ao vivo e não vi). Um robozinho dançante fez bastante sucesso.

O pessoal das universidades deu o ar de sua graça, eram robozinhos guerreiros se destruindo em uma arena, ou carros movidos a bateria, este repórter gordo mal coube em  um deles.

Mas o tamanho tem suas vantagens, em um desafio de levantar o martelo do Thor do chão a vitória foi minha. Acho que acabou a energia do imã…

No meio de tanta tecnologia e inovação, o que parece ter bombado mesmo foi o velho joguinho de dança, onde um grupo bem empolgado se divertiu bastante e com eles me despeço desta feira, torcendo para que na próxima tenha um pouco mais de inovação.


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Sobre Divino C. R. Leitão

Safra de 57, um cara das artes, professor e coordenador do CPD da MS. Desde sempre!

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