EDITORIAL PRIMEIRO DE ABRIL

Já houve época em que planejava antecipadamente cada detalhe de uma “pegadinha” para este dia, seja para publicar na MS impressa, em outras revistas ou sites.

Era uma mais bem elaborada que a outra, eu fazia inclusive sites para justifica-las e o objetivo sempre era pegar a maior parte de pessoas possível, mesmo sendo primeiro de Abril.

E peguei…

Uma vez foi uma roupa especial para jogar video-game, que permitia que as pessoas sentissem calor e frio ou o impacto de balas ou outras coisas e se a pessoa não acionasse controles de segurança, poderia morrer. Mas o que interessou mesmo os leitores foi uma parte em que ela era usada para sexo virtual, usando gadgets.

Acreditem ou não,  pouco tempo depois uma revista para nerds publicou uma matéria sobre os tais gadgets, que existiam de fato. Mas pior, em 2003, decidi reescrever sobre esta roupa, mas desta vez para um livro de ficção científica, chamado “Crônicas das Colônias” que vocês verão ser publicado aqui na MS, muito em breve. A história da roupa abre o livro.

Minha mãe, que não era muito chegada em mentiras, ligou para os 8 filhos em um primeiro de Abril dizendo que havia caído e se machucado, só para gargalhar em nossa cara, segundos depois. Pois neste mesmo dia ela foi visitar uma amiga, escorregou e bateu a cabeça na porta do elevador, ficando com uma aparência assustadora, que felizmente passou. Minha irmã caçula, que estava com ela e já estava no carro foi chamada as pressas e teve que levar uma bronca da pessoa que desceu atrás dela… pois como já tinha “caído” uma vez, não queria subir. E nenhum dos outros irmão também acreditou quando ela tentou contar sobre o fato.

Eu mesmo fiz uma, desta vez por e-mail, onde falei uma besteira tão grande que nem achei que alguém fosse acreditar… disse que estava no hospital, com vazamento cerebral e precisava que depositassem dinheiro em minha conta, dei o número da conta 0104 de mil novecentos e lá vai pedrada, que era o ano que fiz a besteira.

Realmente não pegou ninguém, era muito óbvia… mas só no primeiro de Abril. Me esqueci que algumas pessoas poderiam não ver o e-mail naquele dia ou que outras nem iam terminar de ler e passei quase uma semana recebendo ligações de amigos preocupados, que depois diziam que iam me matar.

Nunca mais fiz brincadeiras com a saúde, nem minha mãe.

Já desenhei um CD do Windows prometendo o domínio mundial, já afirmei que o micro Amiga tinha sido relançado e que poderia emular qualquer outro micro… quando fiz isso nem fazia ideia que algo bem mais simples, um Raspberry teria a capacidade de fazer isso.

Faz tempo que não ligo para primeiro de Abril, mas do jeito que as coisas vão, pensei em um que ia pegar muita gente, mas infelizmente (ou felizmente) não deu certo, então ficou guardado, quem sabe em 2022 ou sei lá, 2050, se sobreviver até lá.

No final das contas nem lembrei do primeiro de Abril, são 20:32 e estou aqui escrevendo sobre a data, sem nem me dar conta que praticamente já acabou e ninguém me “pegou” ou tive paciência para “pegar” alguém… sei lá, podia ir na cozinha agora e enganar minha mulher, mas fico até com medo de inventar algo e acontecer.

Melhor deixar quieto….

O que desejo é que o mês de Abril — com tantas coisas que estão começando na MS — inclusive uma loja virtual, que abri hoje, bem aqui na MS, seja produtivo.

Divino Leitão

Safra de 57, um cara das artes, professor e coordenador do CPD da MS. Desde sempre!

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