15 ANOS DE JOGOS 80

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Em 2004, Marcus Garrett e Eduardo Luccas foram na contramão das editoras, que encerravam suas publicações impressas de Informática e criaram uma revista voltada para o público saudosista, que gosta de seus computadores clássicos, de seus: Atari, Odyssey, Intellivision, enfim de micros e videogames que fizeram sucesso no início da informática do país.

Nascia assim a Jogos 80, uma revista formatada do jeito antigo, com coisas antigas e entrevistas muito divertidas e esclarecedoras com quem participou daquela época dourada.

E ainda tinham a coragem de fazer a edição em PDF e publicar gratuitamente, mesmo assim a revista foi se mantendo e como bons saudosistas, os leitores faziam questão de receber a versão impressa.

Neste 2019, a J80 comemorou seus 15 anos, com uma edição mais que especial, inclusive com a tradicional fita K7, de brinde, que era uma marca registrada de algumas revistas da época em que programas de jogos acompanhavam as revistas, em sua maioria, importadas.

Recebi a minha edição e fiz a tradicional foto, em que os leitores aparecem segurando sua edição, demorei um pouco porque queria ler antes de fazer esta matéria.

Sempre li as edições em PDF e só de uns tempos para cá passei a receber a edição impressa, que guardo sempre com muito carinho e é muito legal poder reviver bons tempos, em que a gente ficava enchendo a paciência do cara da banca, esperando sair a Micro Sistemas.

A J80, como é carinhosamente chamada, costuma sair anualmente, as vezes demora mais, as vezes menos, mas sempre sai. Lembrando sempre, que publicar uma revista em papel nos dias de hoje é um desafio, principalmente para uma pequena editora, mas o Marcus e seus novos colaboradores, que foram se agregando com o tempo, fazem isso e conquistaram um público fiel.

O conteúdo da J80 é rico, eles sempre buscam entrevistar personagens que fizeram alguma diferença em sua época e cuidam de lembrar de jogos clássicos e fazem mais, descobrem quem ainda está fazendo jogos clássicos, nos dias de hoje. Como a More Games, que ainda produz lançamentos para o Atari 2600, ou a Odyssey Brasil, que produz cartuchos para o Odyssey ou a Enjoy, que produz joysticks modernos, para consoles clássicos, não fosse pela J80, muitos nem saberiam destes e outros trabalhos.

O Marcus é um entusiasta do passado, já escreveu diversos livros onde conta a história do Atari, de locadoras de vídeo ou de videogames e atualmente está envolvido com um projeto que promete resgatar, de uma forma inédita, o tempo dos primeiros desbravadores na criação de jogos brasileiros, um documentário, gravado com altíssima qualidade, com entrevistas reveladoras e inéditas. Este porco escrevinhador estará lá, junto com outros pioneiros, que fizeram parte desta nossa história. O projeto foi lançado a partir de um crowndfunding e em pouco mais de 10 dias a campanha estava financiada. Seu parceiro nesta empreitada é Carlos Bighetti, que assina a última matéria da edição de 15 anos, justamente contando os bastidores deste projeto.

Agora nos resta aguardar a já esperada edição 22, que certamente deve estar sendo criada com o mesmo carinho que foi dedicado a J80 nestes 15 anos de sucesso.

A J80 tem muito mais colaboradores, ela lembra muito a MS, que nos seus tempos mais áureos tinha matérias matadoras, mas o grosso da revista era feito pelos leitores, sempre dispostos a participar, demonstrando que foi uma época em que as pessoas ainda se sentiam felizes por fazer parte de uma comunidade, algo que a J80 resgata como poucas publicações.

Parabéns a J80 e a todos que tornam possível manter um sonho.

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Sobre Divino C. R. Leitão

Safra de 57, um cara das artes, professor e coordenador do CPD da MS. Desde sempre!

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