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Parte 4 de 12 da série BGS 2019

WORKING 9 TO 5

Quando comecei a ralação lembrei da música deste filme, nem sei se tocou em algum lugar ou se veio a mente sozinha, mas era por aí, havia muito trabalho a fazer, apesar da quantidade imensa de tentações.

Optei por dispensar a maioria dos grandes estandes. Mereciam toda a atenção, os responsáveis pelas maiores marcas de games capricharam e seus estandes estavam lotados de gente. Então, para mim era impossível até mesmo tirar uma simples foto, o que dirá circular entre a multidão.

Claro que dei uma sapeada neles também. Sem sombra de dúvida quem investiu pesado na BGS foi o pessoal do Fortnite, da Epic Games, além de um estande muito bem feito e de apresentadores que não deixavam a bola cair, era o mais cheio, fiz um esforço para circular (literalmente falando) ali no meio, pois queria ter a sensação de ficar no meio de uma multidão embalada por Quiz e locações do jogo, tudo de altíssimo nível.

Também tinha muita gente no estande do Facebook, mas foi impossível atravessar a barreira de corpos para ver melhor o que se passava. Levantei o pau de selfie e tentei filmar um pouquinho.

Nem consegui saber o que estava rolando por lá, o fato é que a galera estava bem animada, assim como em grande parte dos enormes estandes, de empresas ou de eventos, cada um mais interessante que o outro.

Minha intenção, já que dificilmente poderia ver os grandes era esmiuçar mais o corredor Indie, onde vi muita gente, logo que entrei na feira, se esforçando para “ficar bem na foto” ou simplesmente se fazendo notar. Sendo muito sincero, imploro que me perdoem, pois mesmo ali, um local um pouco menor, não foi possível dar atenção a quase nada. Quando cheguei estava um pouco vazio, então fui olhando as coisas e anotando mentalmente para voltar, mas quem disse que deu certo… falo melhor sobre os Indies logo mais a frente.

“Indie” – para mim – é sinônimo de inovação, então apenas foquei nos lugares que realmente mostravam algo novo ou uma forma nova de usar algo não tão novo… afinal nos dias de hoje não é tão fácil ser inovador.

De qualquer forma todos os estandes estavam de parabéns, alguns chamaram mais a atenção, devido a um investimento maior, não exatamente em grana, mas em “sair da caixa”, seja pelo produto ou pela apresentação deste.

Outra coisa que me chamou atenção foram lugares e empresas que aparentemente nada tinham a ver com games, mas era só conversar dois minutos com um responsável e pronto, descobria-se algo novo e inusitado, onde o jogo é valorizado indiretamente, ou havia empreendedores que entendem que sua marca ou produto é um complemento dos jogos, como por exemplo, uma empresa de café, que não tinha ligação direta nenhuma com jogos, mas todos sabemos que o café é o melhor amigo do gamer ou do dev e de qualquer um que passe muitas horas na frente de uma telinha.

Foram bem espertos, fizeram uma grande praça, onde se podia dar uma recarregada no celular e curtir um cafezinho de graça. E lá descobri algo novo, um café individual, ou seja, um kit pequeno, que você monta sobre um copo com água quente e bingo… sai um café feito na hora, que dá para levar no bolso. Muito bacana.

E por aí foi, muita gente, muito barulho e marcas inusitadas marcando presença, como o SBT, que transmitia programas lá de dentro da BGS, o Otávio Mesquita eu vi bem na hora em que estava me preparando para fotografar um De Lorean de “Back To The Future”. Uma das atrações mais chamativas da feira e no qual havia longas filas para fotografar, principalmente tirar uma selfie em seu interior.

Otávio chegou com sua equipe, fuçou em tudo, inclusive na plaquinha de “não mexa”, que estava na parte interna do carro e vazou ainda mais rápido do que chegou… nem deu tempo de pedir para tirar uma foto, mas filmei suas peripécias.

Claro que também fotografei o De Lorean por dentro, em 360°. Como seria complicado entrar no carro, pedi a uma pessoa para segurar a câmera lá dentro.

PALESTRAS

Uma das atrações da BGS foram as palestras, havia muitos convidados de peso, gente conhecida do mundo dos jogos, porém precisei abdicar delas. Tinha duas que eu queria ir, pelo menos para registrar em fotos, a de um cara que aprendi a admirar, o Raul Tabajara, com quem cruzei várias vezes no meio do movimento e a do Renato Degiovani, mas me perdi enquanto procurava o local, cheguei até a encontrar os pontos de informação com universitários “ajudando” quem a eles recorria, mas apesar do mapa enorme dentro de seus balcões mal sabiam onde estavam… quanto mais onde era o estande tal e tal.

Não queria falar, mas vou falar, a única coisa que os caras dos postos de informação pareciam saber – pelo menos os que tive oportunidade de conversar – era onde a gente estava no mapa…  Algo evidentemente simples, mas onde estava o lugar desejado… ai era difícil.

Juro que não encontrei nenhuma das palestras, apesar de passar praticamente uma hora procurando, ai percebi que já devia ter acabado e fui cuidar de outras coisas, em breve deveria procurar a saída e descobri que nem isso os universitários dos pontos de informação sabiam, mas ainda sei ler placas e elas me levaram certinho ao lugar.

AVENIDA INDIE

O corredor (gosto mais de chamar assim) Indie estava muito legal, com estandes modestos e pequenos, mas onde cada um mostrava orgulhosamente seu produto e o público estava bastante interessado. Havia boas surpresas ali, fico na expectativa que cresça esta avenida em futuros eventos. Merecia um dia só para ela, #SQN.

Infelizmente não pude dedicar mais tempo a estes pioneiros, gostaria de ouvir a todos, mas eram muitos e meu tempo e mobilidade escassos, então sei que deixei de ver muitas coisas, mas a Micro Sistemas está aberta a vocês, entrem em contato e seu produto será mostrado como se deve e terá o destaque que merece. Aqui nós amamos os empreendedores.

Parei nos lugares que senti que tinham algo novo, o primeiro a despertar minha atenção foi um tipo diferente de monitor, redondo e que soube depois ser um monitor holográfico. Uau!

Fui saber detalhes e me explicaram que se trata de uma série de pás, similares a um ventilador, girando em alta velocidade e com leds que deixam um rastro de luz, que forma as imagens.

Comentei que tenho um parecido aqui em casa, um ventilador que mostra um relógio analógico, marcando inclusive os segundos.

Claro que meu reloginho está muito longe da qualidade das imagens que vi nos monitores da empresa e soube que eles tem um app, que permite enviar as imagens para este monitor. Muito bacana, especialmente para usar em publicidade.

Mais a frente, encontrei o estande do jogo RIO, que é sigla de “Raise In Oblivion”. Em uma primeira olhada, tem um jeitão de Counter Strike like e os devs estavam todos com uniformes que lembravam este estilo de jogo. Conversando com eles, soube que vai muito além de um simples jogo de tiro em primeira pessoa. Eles pretendem mapear – em 3D – uma boa parte da cidade do Rio de Janeiro, onde se passa o jogo, que mostra um futuro caótico, (talvez melhor que o atual) onde o “pau come solto” e você tem que sobreviver. Curiosamente os devs moram em São Paulo.

E estava muito bacana o brinde que criaram para as pessoas lembrarem do jogo, um dos melhores que ganhei nesta BGS. Fico na expectativa de ser chamado como beta-tester.

Como informei, tinha muita coisa, conversei aqui e ali e minha intenção era dedicar um pouco mais de atenção a esta avenida cheia de surpresas, mas quando tentei passar por lá de novo, tinha tanta gente que mal conseguia transitar com a cadeira, então escolhi apenas estes dois como representantes, mas vale uma conferida em cada produto no site da BGS, onde tem detalhes sobre cada expositor.

O patrocínio desta avenida foi do BB, que manteve um site durante o evento, onde os visitantes podiam votar no que considerou o melhor jogo independente, os três primeiros lugares levam um prêmio no total de 10 mil reais, divididos em 5, 3 e 2 mil respectivamente para o primeiro ao terceiro lugares.

Procurei, mas não encontrei o site do BB, quem souber informar, por favor envie o link

Sei que a cavalo dado não se olha os dentes, mas o BB poderia ser um pouco menos, digamos… muquirana. 5 mil não dá pra pagar nem o salário de um mês de uma equipe, não paga nem a viagem para ir a feira. Mas vamos agradecer pois afinal financiaram o local. Mas sinceramente os devs indies merecem e precisam de mais incentivo que isso.

O BB não ficou só nisso, também patrocinou um Game Jam, onde 30 universitários teriam 48 horas para desenvolver um game, com prêmios até mais interessantes do que ofereceram aos Indies, fora um espaço onde mostraram produtos do banco, também não tive como entrar, gente demais no espaço e o Game Jam ficava num local onde um cadeirante não teria como chegar.

De qualquer forma, o BB marcou presença e no lançamento da edição 2020 já está marcando presença, com a venda antecipada de ingressos, só para quem tem cartão do BB. Se você quer comprar mais barato, corre, que é só entre 04/02 a 27/02.

Claro que tinha muito mais do que isso que relatei na feira, muita coisa eu fiz imagens, que certamente vão falar mais que palavras, elas estão todas reunidas em uma lista no Youtube, basta clicar na imagem a seguir.

No próximo capítulo vou falar um pouco sobre a história da BGS e mais a frente volto a falar das atrações.

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Sobre Divino C. R. Leitão

Safra de 57, um cara das artes, professor e coordenador do CPD da MS. Desde sempre!

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